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Evento 

Título:
Coleção de abstracionistas brasileiros
Quando:
30.07.2010 - 31.10.2010
Onde:
Fundação Iberê Camargo - Porto Alegre
Categoria:
Exposições Nacionais

Descrição

Dez grandes nomes da arte abstrata na América Latina estarão reunidos na exposição Desenhar no Espaço, trazendo ao país, de 30 de julho a 31 de outubro, 79 obras que integram o acervo de uma das mais importantes coleções de arte contemporânea da América do Sul, a Coleção Patricia Phelps de Cisneros. Mostra, com curadoria do venezuelano Ariel Jiménez, propõe um diálogo entre o percurso abstracionista no Brasil e na Venezuela da década de 40 até meados dos anos 70.

A partir do acervo de uma das maiores coleções de arte contemporânea da América Latina, a Coleção Patricia Phelps de Cisneros, chega ao Brasil a exposição Desenhar no Espaço, que reúne na Fundação Iberê Camargo 79 obras de dez nomes exponenciais do abstracionismo no Brasil e na Venezuela - os artistas venezuelanos Gego, Alejandro Otero, Jesus Soto, Carlos Cruz-Diez; e os brasileiros Hércules Barsotti, Willys de Castro, Lygia Clark, Mira Schendel, Hélio Oiticica e Judith Lauand. Sob a curadoria do venezuelano Ariel Jiménez, a mostra vai além do diálogo sobre o percurso da arte abstrata nos dois países, traçando um panorama da formação dos movimentos de vanguarda e de uma era pós-moderna na arte sul-americana, através das obras destes grandes nomes. Desenhar no Espaço fica em cartaz de 30 de julho a 31 de outubro, no segundo e terceiro andar expositivo da Fundação. Após a temporada de estreia no Rio Grande do Sul, a mostra segue para a Pinacoteca de São Paulo.

Abstracionismo brasileiro x Abstracionismo Venezuelano

Na mostra, organizada especialmente para a Fundação Iberê Camargo , o público encontra justamente as relações que podem ser estabelecidas nas obras de alguns dos mais importantes representantes deste grupo de artistas, assinalando pontos de encontro e divergências na produção brasileira e venezuelana. A busca por extrapolar os limites de planos e corpo material da pintura, impostos pelo uso de telas e molduras como suporte da obra é algo comum aos dois países. “Mas no Brasil”, avisa Jiménez, “os brasileiros o fizeram em geral priorizando sua presença corporal, mexendo em volumes, na espacialidade das obras e no contato mais direto com o espectador. Já na Venezuela, os artistas concentraram esforços no jogo entre luzes e cores nas telas para garantir tal experiência visual”.

É o que se vai ver nos dois andares de exposição, onde o curador intercala as obras dos artistas brasileiros e venezuelanos, que denotam semelhanças e singularidades, como acontece com Lygia Clark e Jesús Soto, em produções da década de 50 que aparecem logo no segundo andar do prédio. Enquanto a obra Radar (1960), da séries Bichos de Lygia é um corpo que se oferece ao espectador, e cujas características (o fato de ser articulado, ter peso e textura, ser complexo ou simples etc.) influem de modo concreto na experiência que nos propõe, em Soto obras como as da série Vibración (1959), esse acontecimento é óptico e ocorre na obra como espetáculo visual, não supondo a interação com o espectador.

Na sequência, Jiménez relaciona os “coloristas”, como define os artistas que exploraram a cor como elemento vivo em sua produção, a fim de evidenciar estruturas e planos relacionados, formas seriadas, que falam por si mesmas. “Embora desempenhassem o uso da cor em materiais e propostas diferentes, ela é o meio ativo nas obras de artistas como Willys de Castro, Hélio Oiticica, Alejandro Otero e Carlos Cruz-Diez. Todos com suas diferenciações”. Enquanto em Castro, a cor aparece de maneira maciça e minimalista, em obras como em Objeto Ativo (1961), em Otero as cores dão força para a fluidez e movimento das linhas, como na obra Colortimo 62 (1960). E em Hélio Oiticica, a cor surge para destacar relevos e depressões em sua produção, como em Metaesquema (1957), nas obras como Fisicromia nº 21, de Cruz-Diez, a cor está à serviços de produzir transparências e efeitos de ótica.

Já no terceiro andar da Fundação, surgem as obras das artistas Gego (Gertrud Goldschmidt) e Mira Schendel, que inscrevem-se de maneira diferente dos demais artistas frenta ao abstracionismo, segundo o curador. Ambas chegaram a América do Sul já adultas e formadas, provenientes do cenário artístico europeu que tanto buscavam os artistas latinos como epicentro dos movimentos de vanguarda. “É evidente que há um distanciamento das duas em relação aos demais artistas locais. No contexto brasileiro, e sobretudo no do concretismo paulista, Mira Schendel ocupa uma posição similar à de Gego no âmbito da abstração venezuelana”, diz Jiménez. Na obra de Mira, não se nota a rigidez formal e teórica, programática, que leva os concretistas paulistas a se oporem de forma radical a qualquer resíduo plástico que pudesse vincular a pintura àquilo que, para eles, foi a sua antiga função como meio de figuração, representados em Desenhar no Espaço por obras como as séries de Monotipias e Droguinhas.

Assim como Mira, Gego se distanciava da realidade abstrata dos cinéticos venezuelanos, pelo uso diferenciado das linhas, e do aproveitamento da luz em suas obras, saindo do plano das telas e utilizando materiais maleáveis em suas obras, como arame e ferro, a exemplo da peça 4 planos rojos (1967). “As duas artistas se encontram nos limites entre as tradições abstracionistas da Venezuela e do Brasil, pois suas obras são justamente isso, um trabalho na borda, entre os limites”, conclui Jiménez. Ao final dos anos 60 e início dos 70, a revolução visual trazida com o abstracionismo leva a arte na América Latina a outro patamar, se desdobrando em inúmeras correntes de vanguarda, momento que marca o início da produção contemporânea latina.

Todas as obras pertencem à Fundação Cisneros, instituição voltada para o fomento e a disseminação das arte latino-americana em todo o mundo.

Serviço
O quê: Desenhar no Espaço – artistas abstratos do Brasil e da Venezuela na Coleção Patricia Phelps de Cisneros
Artistas venezuelanos: Gego (11 obras), Alejandro Otero (8 obras), Jesus Soto (9 obras), Carlos Cruz-Diez (4 obras).
Artistas brasileiros: Willys de Castro (12 obras), Lygia Clark (10 obras), Mira Schendel (11 obras), Hélio Oiticica( 9 obras), Hércules Barsotti (3 obras) e Judith Lauand (2 obras).
Curadoria: Ariel Jiménez
Abertura: 29 de julho, às 19h
Quando: de 30 de julho a 31 de outubro. De terça a domingo,das 12h às 19h. Quintas-feiras,das 12h às 21h.
Onde: Fundação Iberê Camargo , Avenida Padre Cacique, 2000. Telefone: 32478000
Entrada Franca. As empresas Gerdau, Itaú, Camargo Corrêa, Vonpar, De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso.

Local

Local:
Fundação Iberê Camargo
Rua:
Av. Padre Cacique, 2000
Cidade:
Porto Alegre
Estado:
RS

Descrição

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