agenda
Evento
- Título:
- Coleção de abstracionistas brasileiros
- Quando:
- 30.07.2010 - 31.10.2010
- Onde:
- Fundação Iberê Camargo - Porto Alegre
- Categoria:
- Exposições Nacionais
Descrição
A partir do acervo de uma das maiores coleções de arte contemporânea da América Latina, a Coleção Patricia Phelps de Cisneros, chega ao Brasil a exposição Desenhar no Espaço, que reúne na
Na mostra, organizada especialmente para a
É o que se vai ver nos dois andares de exposição, onde o curador intercala as obras dos artistas brasileiros e venezuelanos, que denotam semelhanças e singularidades, como acontece com Lygia Clark e Jesús Soto, em produções da década de 50 que aparecem logo no segundo andar do prédio. Enquanto a obra Radar (1960), da séries Bichos de Lygia é um corpo que se oferece ao espectador, e cujas características (o fato de ser articulado, ter peso e textura, ser complexo ou simples etc.) influem de modo concreto na experiência que nos propõe, em Soto obras como as da série Vibración (1959), esse acontecimento é óptico e ocorre na obra como espetáculo visual, não supondo a interação com o espectador.
Na sequência, Jiménez relaciona os “coloristas”, como define os artistas que exploraram a cor como elemento vivo em sua produção, a fim de evidenciar estruturas e planos relacionados, formas seriadas, que falam por si mesmas. “Embora desempenhassem o uso da cor em materiais e propostas diferentes, ela é o meio ativo nas obras de artistas como Willys de Castro, Hélio Oiticica, Alejandro Otero e Carlos Cruz-Diez. Todos com suas diferenciações”. Enquanto em Castro, a cor aparece de maneira maciça e minimalista, em obras como em Objeto Ativo (1961), em Otero as cores dão força para a fluidez e movimento das linhas, como na obra Colortimo 62 (1960). E em Hélio Oiticica, a cor surge para destacar relevos e depressões em sua produção, como em Metaesquema (1957), nas obras como Fisicromia nº 21, de Cruz-Diez, a cor está à serviços de produzir transparências e efeitos de ótica.
Já no terceiro andar da Fundação, surgem as obras das artistas Gego (Gertrud Goldschmidt) e Mira Schendel, que inscrevem-se de maneira diferente dos demais artistas frenta ao abstracionismo, segundo o curador. Ambas chegaram a América do Sul já adultas e formadas, provenientes do cenário artístico europeu que tanto buscavam os artistas latinos como epicentro dos movimentos de vanguarda. “É evidente que há um distanciamento das duas em relação aos demais artistas locais. No contexto brasileiro, e sobretudo no do concretismo paulista, Mira Schendel ocupa uma posição similar à de Gego no âmbito da abstração venezuelana”, diz Jiménez. Na obra de Mira, não se nota a rigidez formal e teórica, programática, que leva os concretistas paulistas a se oporem de forma radical a qualquer resíduo plástico que pudesse vincular a pintura àquilo que, para eles, foi a sua antiga função como meio de figuração, representados
Assim como Mira, Gego se distanciava da realidade abstrata dos cinéticos venezuelanos, pelo uso diferenciado das linhas, e do aproveitamento da luz em suas obras, saindo do plano das telas e utilizando materiais maleáveis em suas obras, como arame e ferro, a exemplo da peça 4 planos rojos (1967). “As duas artistas se encontram nos limites entre as tradições abstracionistas da Venezuela e do Brasil, pois suas obras são justamente isso, um trabalho na borda, entre os limites”, conclui Jiménez. Ao final dos anos 60 e início dos
Todas as obras pertencem à Fundação Cisneros, instituição voltada para o fomento e a disseminação das arte latino-americana em todo o mundo.
Local
- Local:
- Fundação Iberê Camargo
- Rua:
- Av. Padre Cacique, 2000
- Cidade:
- Porto Alegre
- Estado:
- RS
Descrição
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