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Notícias

BNB seleciona projetos para 2011

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) acaba de lançar o edital de seleção de propostas artísticas para participação nas programações dos Centros Culturais BNB-Fortaleza, Cariri (em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará) e Sousa (no alto sertão paraibano), durante o ano de 2011.

Com o objetivo de orientar os artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados no preenchimento dos formulários-proposta do referido edital, os Centros Culturais BNB-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), Cariri (rua São Pedro, 337 – Centro – Juazeiro do Norte – fone: (88) 3512.2855) e Sousa (rua Cel. José Gomes de Sá, 7 – Centro – fone: (83) 3522.2980) realizarão um elenco de seis oficinas, no período de 09 a 30 de setembro.

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Aquarelistas expõem imagens da Amazônia na Galeria de Arte da Hebraica

amazoniaOs artistas Sima Woiler, Lílian Arbex e Marco São Pedro, estão trazendo para a Galeria de Arte da Hebraica um importante evento com o tema “Amazônia, esperança do planeta”. No dia 4 de setembro a Vernissage abre ao público a exposição que permanecerá até o dia 12 de outubro expondo as 31 aquarelas, sendo 10 de cada artista e uma obra feita pelos 3 artistas juntos. Os artistas produziram com textos de Oscar D’Ambrosio e fotografias de Daniel Patire, um livro que inclui os trabalhos da exposição, assim como imagens de cadernos produzidos durante a viagem.

O material foi produzido a partir de viagem à região realizada no último mês de junho. O destaque é para uma aquarela gigante feita a seis mãos, com 1,10m de altura por 4m de comprimento. Nessa ocasião será lançado o livro com o mesmo título em português e inglês para mostrar a importância desse patrimônio brasileiro, que pela beleza, imensidão da floresta e do rio amazonas mantém o clima e a biodiversidade para preservação do planeta.
 

Portal da Copa 2014 lança desafio

Face às críticas em relação ao logo da Copa de 2014, o Portal 2014 decidiu por a mão na massa e pediu aos internautas que risquem, rabisquem e tentem fazer um logotipo melhor. A campanha “Não gostou? Então faça” abre oportunidade para artistas gráficos, designers, estudantes da área e gente talentosa que saiba desenhar e queira superar, usando a criatividade, a marca oficial da Copa brasileira.

Segundo o diretor de Marketing do Portal 2014, Rodrigo Prada, o objetivo do desafio é mostrar que existem centenas de pessoas talentosas dispostas a contribuir na construção de uma boa imagem para a Copa de 2014, a segunda disputada no Brasil. “Logotipo não é uma questão de gosto pessoal. Não só a marca, mas toda a comunicação gráfica, fala muito sobre o que é o evento, como está sendo organizado, se seus dirigentes estão sintonizados com a cultura do país-sede. Enfim, a comunicação gráfica é a cara do evento e deve transparecer o que se espera, o que se planeja para a Copa no Brasil”, afirma Prada.

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Inscrições abertas para a Temporada de Projetos 2011

De 16 de agosto a 15 de outubro estão abertas as inscrições para um dos programas mais importantes do Paço das Artes, a Temporada de Projetos. Em 2011, a Temporada de Projetos realizará nove exposições individuais em espaço coletivo e um projeto de curadoria, selecionados entre os inscritos no Edital. A inscrição é gratuita.

Concebido por Daniela Bousso, diretora executiva do Paço das Artes, o programa tem como objetivo o fomento das manifestações artísticas contemporâneas, sem restrição ao suporte utilizado pelo artista ou coletivo. Contempla projetos de pintura, gravura, desenho, escultura, objeto, instalação, fotografia, videoarte, videoinstalação, performance, happening, arte on-line, ciberarte, software art, multimídia, novas mídias (eletrônicas e digitais), além de uma proposta de curadoria.

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Pipa

Confira aqui as entrevistas feitas por Bernardo Mosqueira para a matéria sobre o Prêmio Investidor Profissional de Arte, promovido pelo MAM - RJ.

Entrevista com Guilherme Bueno

Entrevista com Luis Camillo Osório

Entrevista com Roberto Vinhaes

Entrevista com Paulo Sérgio Duarte

Entrevista com Paulo Reis

Veja também os depoimentos de jurados e indicados

Davi Cury

Gê Orthof

Amanda Melo

Luiza Baldan

 

 

Entrevista com Luiz Camillo Osório

Nesta entrevista, o curador do MAM RJ fala sobrea organização do Prêmio Pipa e suas expectativas

Como foi a primeira aproximação entre o MAM e o Instituto IP?

O Roberto Vinhaes, sócio da IP, é amigo meu e quando fui para o MAM aproximou-se para ajudar. Conversando com ele, a Lucrécia mulher dele e depois com o Cristiano, o outro sócio da IP, veio a idéia do PIPA

Como e em quanto tempo foi decidido o formato final da Premiação?

Não me lembro exatamanete, mas creio que foram uns dois meses de muita conversa. Primeiro veio a idéia de fazer um premio relevante, que ajudasse também na consolidação de uma trajetória e na inserção internacional do artista. Não era nem para artista consagrado nem para desconhecido. Neste intervalo cabe muita coisa e a discussão é grande. Soma-se a isso o fato de que o prêmio seria algo que daria visibilidade ao museu e que ajudaria na difícil tarefa de aquisição da produção contemporânea. Os 4 finalistas doam obras para o MAM.

Quais foram os critérios para a formação do Conselho?

Dois do MAM, dois da IP, e mais três pessoas participativas, atuantes na cena contemporânea e que dariam credibilidade ao prêmio - aqui e lá fora.

Como se deu a formação do Júri de Seleção: votação, reunião, cada conselheiro escolheu um número definido de jurados...?

Cada conselheiro fez suas sugestões e depois fechamos em 32 - a idéia é que seriam entre 30 e 50 nomes. Outro ponto importante é que fosse um juri plural e que incorporasse os vários atores do circuito - críticos/curadores, artistas, galeristas e colecionadores. Tentamos trazer olhares das várias regiôes do Brasil e também curadores internacionais que estejam atentos à cena brasileira.

Como o Júri votou? Por email? Quem fez a reunião e contagem dos votos?

Mandaram suas indicações por email. Assinaram termos de compromisso e o processo foi todo ele transparente.

Como você avalia o resultado final da lista de artistas indicados?

É a primeira edição do PIPA, o formato ainda está se constituindo, mas creio que foi excelente pois trouxe uma lista heterogênea, plural e polêmica. Não poderia ser diferente sendo o Brasil tão grande e o juri de seleção tão diversificado. Acho que no próximo ano, depois das discussões e da exposição dos finalistas, as indicações terão naturalmente parâmetros mais definidos. Uma coisa que também deve ser sublinhada é que queremos valorizar também os indicados, não apenas os finalistas que naturalmente ganharão mais projeção. Por isso, todos estarão no catálogo e a todos será dada a oportunidade de um  pequeno vídeo, via skype, em que cada um falará da sua obra, do circuito e do prêmio. O material ficará no site do PIPA e num monitor durante a exposição. Isso formará uma memória importante daqui a uns anos

Como o Prêmio PIPA encontra o novo posicionamento (projeto curatorial/administrativo) do MAM RJ iniciado com sua entrada na curadoria do museu?

Mobilizar o circuito para o MAM, fazê-lo um museu aberto, ativo e participante. Acho que o PIPA é parte deste processo.

Quais as expectativas (suas e do museu) para o Prêmio? Que conseqüências você espera que o PIPA deixe no MAM?

Certamente a exposição dos finalistas será ótima, assim como as obras que virão para o acervo. Como disse, queremos fazer um prêmio relevante para a arte contemporânea brasileira e que ajude na projeção internacional dela e isso é parte da missão do MAM.

Um ponto que precisa ficar claro, pois ouvi comentários críticos, no bom sentido, por parte de alguns artistas, é que a doação das obras dos quatro finalistas deve ser entendida dentro da expectativa de uma premiação que pode chegar a R$ 120.000,00 ( 100 mil do juri de premiação e 20 mil do juri popular). Se dividirmos este total pelos quatro artistas dá R$30.000,00. Incluindo aí os R$3.000,00 de ajuda de custo de cada um dá R$ 33.000,00 que deveria ser tomado como o valor (médio) da aquisição. É um prêmio e há risco e expectativa, mas não dá para dizer que estamos simplesmente adquirindo obras por R$3.000,00. É uma visão curta. Além disso, entrar para a coleção do MAM é um mérito e criar estratégias de aquisição alternativas é fundamental, sem ficar apenas pedindo doação. Tenho certeza que daqui a alguns anos a coleção PIPA do MAM será um ponto forte do acervo contemporâneo.

Algumas pessoas comentam que é estranho ter galeristas como jurados de um prêmio tão grande. Segundo essa opinião, indicar artistas de sua própria galeria seria a tendência natural destes profissionais. O que o Conselho (e você) pensa sobre isso?

Um prêmio deve incorporar todos os segmentos do circuito. Os galeristas são parte dele. Num universo de 32 nomes, 6 galeristas não parece nada problemático. No caso do juri de premiação, onde só serão 5 nomes, posso te antecipar que não haverá galerista, pois isso criaria impedimento caso houvesse um artistas da sua galeria. Acho que galerista tem discernimento e também suas parcialidade como no fundo qualquer outro segmento do circuito.

O Conselho já pensa em algumas mudanças para o próximo ano?

Todas as sugestões e críticas estão sendo ouvidas e anotadas para no final do ano o conselho fazer um balanço e incorporá-las se for o caso.

 

 

Entrevista com Guilherme Bueno

Guilherme Bueno, editor da Revista Dasartes  fez parte da lista de indicadores para o Prémio Investidor Profissional de Arte (Pipa), promovido pelo Muses de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Confira a seguir a entrevista feita por Bernardo Mosqueira, colaborador da revista.

Como você entrou na lista de Indicadores? Como recebeu esse convite para fazer parte do Júri e o que aconteceu depois?

Fui convidado pelo curador do MAM, Luiz Camillo Osório. Conversamos pelo telefone e a idéia do prêmio me interessou, daí ter aceito fazer parte dos indicadores.

Como você votou? Por email? Quem recebeu e fez a contagem dos votos do Júri? Você teve acesso aos números de votos recebidos por cada um dos selecionados? Teve acesso aos votos dos outros indicadores?

Sim, por e-mail. A organização do prêmio, através de uma pessoa da produção, recebeu os meus votos (acredito que com os demais funcionou do mesmo jeito). Quanto a contagem e o restante do processo eu não sei como seguiu, mas, pelo que entendi no edital, deve ter sido conduzida pela comissão do prêmio. Como o voto é secreto, ninguém sabe nem os números, nem quem votou em quem.

Um dos dois critérios para a escolha dos artistas é que fosse “artista revelação, porém ainda não consagrado”. Como você definiria um artista revelação, mas não consagrado?

Apesar da idéia de revelação ser bem subjetiva, procurei determinar alguns parâmetros pessoais, em parte velando-me da minha convivência como crítico, curador, professor, visitante de ateliê, etc.. Pensei em algumas mostras, programas e eventos como linha de corte – isto é, algumas exposições como demarcatórias do grau de inserção no sistema de arte (se quiser, posso explicar melhor em outra ocasião; vou poupa-lo aqui para não ser prolixo). O modo como defini revelação passou pelo seguinte ponto: um artista que ao longo dos últimos anos (mas não tantos anos assim!) vem construindo uma trajetória, mas, a meu ver, ainda se ressente de participar de uma iniciativa que “definitivamente” o consolide na cena.

O outro critério para a escolha dos artistas é que seja considerada a “produção artística desde o início de 2009”. O que você acha de premiar um artista com 100 mil reais analisando e considerando apenas seu último ano de produção?

Isto pode ser apenas um ponto de partida, algo tipo “destaque em 2009”, mas acredito que a produção como um todo foi levada em consideração. Digo isso por mim, mas acredito que aconteceu com todo os demais indicadores. Talvez seja mais o caso de pensar que 2009 tenha significado um momento importante no reconhecimento do artista.

No que você pensou ao escolher seus 5 indicados ao prêmio?

Além do que eu mencionei acima, questões como diversidade de linguagens e mesmo abrangência nacional (ou seja, evitar com que as escolhas se restringissem ao famoso circuito Rio-SP – ainda que isto hoje mereça uma discussão mais precisa, por razões que também posso explicar outra hora, senão fugimos do contexto).

O que você achou da lista final de artistas selecionados para o Prêmio Pipa?

Curiosa. Boa, mas curiosa. Perguntei-me o que teria norteado os demais membros a fazer certas escolhas.

41 dos 101 artistas selecionados nasceram ou viveram em SP, 34 no RJ, 15 em MG, 10 no RS e 7 em PE. 57% de homens. Do que você acredita que esses dados são reflexos?

Tem gente também do Norte, não? Não havia analisado estes dados, mas eles talvez possam prenunciar a questão sugerida por mim na pergunta anterior sobre o eixo Rio-SP. Sei que isto soa contraditório ao que disse antes, mas desconfio que os movimentos do circuito nacional hoje são bem mais diversificados. Temos artistas do Sul no Nordeste, por exemplo e vice-versa, há um tipo de mobilidade – por meio de bolsas, residências, intercâmbios – que merece ser examinada, pois muda um pouco a dimensão do que usualmente chamávamos de “arte brasileira” e seu circuito. Ainda assim, há também algo objetivo nestas estatísticas. As pessoas procuram os lugares onde as condições de inserção e circulação soam mais favoráveis.

Qual você sentiu ser o impulso geral dos outros indicadores? Ouvi comentários de que alguns jurados votaram em alunos, ex-alunos, amigos, parceiros, artistas de suas coleções e artistas de sua própria galeria. Acha que isso ocorreu? O que você acha disso?

Não faço idéia e não me preocupei inicialmente com isso, pois achava importante respeitar a privacidade e a subjetividade de cada um. Em um segundo momento pode ser interessante se debater isto – afinal é o problema dos critérios. Contudo, vou ser sincero: indiquei algumas pessoas com quem já trabalhara – não por qualquer questão pessoal, mas justamente por conhecer o trabalho e achar que ele mereceria ser considerado no escopo do prêmio. Por outro lado, também indiquei outros artistas com quem não tenho nenhum contato, cujos trabalhos eu vi em exposições e também achei pertinentes ao projeto. Honestamente, acredito que alcancei nas minhas indicações uma proporção justa entre tais extremos.

Se tivermos mais edições do prêmio PIPA, que importância e que conseqüências você acredita que esse prêmio pode vir a ter para o universo brasileiro das artes?

Para o Rio pode significar a recuperação de uma posição cultural em certa medida hoje esmaecida. Na cena brasileira, uma nova iniciativa de apoio à produção emergente e estímulo a novas configurações no sistema.

Você acha que há alguma questão que precisa ser corrigida nos próximas edições do Prêmio?

O resultado provavelmente servirá de base para pensarmos sobre isto. Antes dele seria uma posição evasiva. Importa que ele continue.

 

Após 60 anos, Ziraldo amplia seus heróis

CCBB inaugura mostra em que o fundador d'O Pasquim inova com técnicas de tirinhas em pinturas CCBB inaugura mostra em que o fundador d'O Pasquim inova com técnicas de tirinhas em pinturas

A partir de amanhã, obras inéditas de um dos mais célebres cartunistas do Brasil vão ocupar o segundo andar do CCBB (rua 1º de Março, 66, Centro). A exposição Zeróis: Ziraldo na Tela Grande vai reunir 44 ilustrações e mostrar uma faceta menos conhecida do criador do Menino Maluquinho: a de pintor.

Para o artista, já era tempo de essa mostra acontecer. "Eu desenho os Zeróis desde menino. Estou preparando essa exposição há mais de 60 anos", diz Ziraldo.
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Artistas indicados ao Prêmio PIPA

Lista dos artistas indicados pelo Prêmio PIPA MAM RIO
O processo de seleção do Prêmio PIPA se deu por indicação do Júri de Seleção e critérios definidos pelo Conselho da premiação.
Foram indicados 96 artistas que tiveram seus nomes divulgados ao longo da semana de 14 a 18 de junho de 2010:
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Projeto de residência artística na Suíça

A galerista brasileira Rita Ficher-Rohr esquenta o cenário artístico com o projeto de Residência Artística na Suíça para artistas do Brasil. O selecionado irá morar em uma casa na cidade de Sent, nas montanhas. Lá eles poderão pintar, refletir, interagir e residir por 30 dias. Além disso, o projeto tem parceria com a Universidade de Jena na Alemanha para intercambio destes artistas. O artista deve falar inglês, e, caso o artista tenha destaque no meio, poderá ganhar um curso de inglês.

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