Terça-feira, 7 de Abril de 2009
Mostra de grafites em Paris onde tema é amor
A coleção é do arquiteto francês Alain-Dominique Gallizia. Durante três anos, ele pediu a grafiteiros do mundo todo para criar obras sobre o tema do amor, sempre em um mesmo formato: duas telas de 60 centímetros de altura por 1,80 metro de largura cada.
Na parte esquerda, o artista deveria assinar seu nome e, à direita, representar sua visão ilustrada do amor.
A coleção do arquiteto é considerada uma das mais excepcionais do mundo. Ela reúne os maiores nomes da arte do grafite, desde os fundadores do movimento, há 40 anos, em Nova York, a artistas contemporâneos de variados países como o Irã, China, Brasil, Islândia e do continente africano.
Alguns grafiteiros preferem ser chamados "writers" (escritores). "O grafite é uma arte efêmera. Quis fazer uma coletânea de obras e protegê-las do tempo", afirma o arquiteto.
Muitos artistas têm nomes insólitos, como Toxic, Crash, Psyckoze, Lady Pink, Popay, Ghost ou o paulistano Nunca.
A ideia era sair do anonimato e esquecer as condições de vida desfavoráveis em seus bairros. "Era um gesto de rebeldia", diz o historiador Henry Chalfant.
Hoje, obras de grafiteiros famosos podem custar 50 mil euros (R$ 150 mil). Criações mais recentes podem atingir entre 15 mil e 20 mil euros (entre R$ 45 e R$ 60 mil).
A mostra TAG fica em cartaz no Grand Palais, em Paris, até o dia 26 de abril.
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